Ando rodeado de idas e vindas, to sentindo isso desde que ela chegou e agora quando ela partiu. Sinto que me distanciei de mim pra tentar viver o passado de nós dois. Aquela época gostosa de ingenuidade e intimidade que vai estar sempre aqui. Mas, agora eu acordei pra o presente, nesse primeiro adeus eu decidi voltar e tomar as rédeas.
Certo que não sei bem como ou quando vou tomar a primeira ação, até acho que o processo vai ser lento. Magoei muita gente nesse pouco tempo, me magoei nesse pouco tempo, Fuji de mim com covardia e só começo a me dar conta do meu tamanhozinho pra o problema gigantesco que eu causei hoje.
A pior parte dessa história toda foi ter ficado de cabeça baixa e não ter pedido desculpas, não tive nem coragem de pedir desculpas e agora eu nem sei como começar. Enfim! Não é hora de chorar pelo leite derramado. Agora eu tenho que seguir com a carvalização, é tempo de contar com a sorte e talvez nessa época de perdão as coisas se acertem por si só.
Por já, prometo uma coisa pra o grande Destino: vou apontar pra fé, destilar essa nova vontade, e amar cada cantinho do tempo do meu dia.
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
sábado, 18 de dezembro de 2010
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
É muito estranha a sensação de beirar a insanidade que um sonho pode lhe trazer. Eu não sei se foi sonho puro, nirvana, se foi o que os espíritas dizem de sair do próprio corpo... Mas a verdade é que eu fui contemplado com a sensação de vôo, meio dormindo, meio acordado. Eu voei sentindo todos os ossos do meu corpo contra o vento, contra o ar. Desafiei o medo de cair e estive em pleno transporte, de olhos e consciência aberta. Abolindo a gravidade. E assim acabei de descobrir como eu quero passar o resto da viva.
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
De ontem pra hoje eu tive grandes feitos. Eu perdi o medo, saí sozinho. Levantei a bandeira branca pra guerra em mim. Eu trocei Carnaval. E nisso tudo eu descobri um novo porto em mim, uma vontade grande ser cada vez mais quem eu estou me tornando. E por fim eu to num estado de paz alegórico. Parafraseando Alice: “Eu não sei pra onde minha vida vai, mas eu sei que ela é nova. E ela é outra.”
domingo, 12 de dezembro de 2010
Ultimamente eu tenho sentido como se o que tem dentro de mim quisesse sair das margens desse corpo. Ta sendo muito fácil oscilar entre ser gigante e ser milimétrico. O tempo então nem tendo falar. Quero tê-lo pra mim e não posso e apulso eu o tomo e fico inerte, sem tomar nota da vida que eu sinto que ta correndo de mim.
Agora pouco me veio um pensamento de um texto antigo, um questionamento pra mim mesmo: o que eu ando sendo? E com a demanda eu venho atribulado de decisões e respostas que só eu mesmo posso tomar. To voltando a viver de medo? Mas ninguém vive de medo se encara tudo, vive? E o mais engraçado é que eu não to triste.
Vontade de gritar. Vontade de amar. Vontade de correr, andar, sair de mim, voar. O porém é que talvez eu machuque alguém no meio da pista.
Agora pouco me veio um pensamento de um texto antigo, um questionamento pra mim mesmo: o que eu ando sendo? E com a demanda eu venho atribulado de decisões e respostas que só eu mesmo posso tomar. To voltando a viver de medo? Mas ninguém vive de medo se encara tudo, vive? E o mais engraçado é que eu não to triste.
Vontade de gritar. Vontade de amar. Vontade de correr, andar, sair de mim, voar. O porém é que talvez eu machuque alguém no meio da pista.
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Vontade louca de estapear a pantera aqui dentro, cair de cara numa balada de música lisérgica e contemplar o amanhecer recifense com aquele sorriso velho de mesa de bilhar. Vontade de andar entre o nu poético daqui, a cidade sozinha e suas ruas despidas, ninando grunge pra todos aqueles que caçam o amor. Vontade de não sossegar e suscitar em mim, só em mim, como de costume.
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