domingo, 30 de janeiro de 2011

Eu quero ganhar São Paulo
Quero comer São Paulo
Quero engolir São Paulo
A cidade luz vai me caber?
Eu quero viver São Paulo
Quero morar São Paulo
Quero aprender São Paulo
A cidade cinza vai fritar?
Eu quero acender São Paulo
Quero ser São Paulo
Quero o nascer São Paulo
A cidade vai benzer?




[com Igor]
Passei a perna no destino e ele levou um tombo grande quando viu o meu sorriso de agora. Tava todo galante, pagando de capitão e rindo a toa dos meus baques. Aí eu que não sou besta, nem nada, parei na frente dele ameaçando uma jogada graúda e quando ele achava que não, mostrei a carta mestra da mesa, a jogadeira da rodada.
Eu posso dizer que a ultima gota pra entornar o copo foi o amor, que sem pé nem cabeça, me veio do nada, o perigoso meu que chegou pronto pra botar a briga nos pares. O fiel companheiro de Carnavais costumeiros sussurrou o cheque nos meus ouvidos, aí pronto. Só ergui o meu riso acavalado e o destino, falido, teve que me trazer o mínimo dos bens amados, agora não sei se o jogo ta ganho, eu se ele só tava gasto.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

A parte mais forte de mim diz que antes de deitar nos braços de Morfeu, eu tenho que abafar toda poeira em mim levantada esses três últimos dias. Não descansei um minuto de mim mesmo, mas a sensação é de que preciso, antes de qualquer coisa, me assistir novamente só pra ver se eu não esqueci nada ou se não troquei as falas.










“Vontade de voltar a ter vontade de engolir o mundo, vontade de voltar a querer.”