Só por peripécia, sempre foi assim.
Vai o peito viu, preenche o agora em vão.
Esse meio mundo, esse meio de chão.
Qualquer coisa ausente é você pra lá.
Só por não saber, tenta aventurar.
Vai mais um sopro, dado vai rolar.
Esse meu Júpiter, esse seu Venus.
Qualquer coisa armada é você em mim.
Só por não saber, por não computar.
Vai de contra o tempo, saí por apelar.
Esse meu daqui, esse seu de lá.
Qualquer coisa paixão é você platônico.
segunda-feira, 5 de julho de 2010
quinta-feira, 1 de julho de 2010
segunda-feira, 28 de junho de 2010
terça-feira, 22 de junho de 2010
quinta-feira, 17 de junho de 2010
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Novo.
Ainda ando tomando disposição pra enfrentar o mal. Eu mesmo sendo câncer também sou medo e a junção destes sentidos me faz mais forte. O meu lado benigno e maligno anda cada vez mais competitivo e a revolta faz parte do meu riso. Quando no hoje mora na consciência a raiva e eu sou só a predileção pela qual vivo. A guerra em mim é o que sou. O pão faz mais sentido e o queijo tem mais gosto, já notara que o café não é de meu agrado e as entrelinhas são mais amigas das minhas palavras. Pro que eu fui ando sendo herói e pro que serie cabe a ‘providência’. Hoje eu não choro se não rir, não gosto se desgostar e o prazer que mora em mim é tão cru e simples, claro-limpo, não puritano e contraditório que desse mesmo se faz o ato de esperança pro futuro. Hoje eu não sou; eu vou sendo. meu pré-futuro, pré-destino. E minha busca pelo mesmo fez desde abrigo o próprio abrigado. Hoje é meu peito quem bate mais forte sem sentido, o coração vai por assim me fazendo e o verbo que eu me torno ainda não foi escrito.
Antigo.
Trova da troca de lados. Não importa o que sou, mas sim. Eu não vou censurar sentimento; e partir por causas bestas; eu não vou me ser triste, não vou mentir a idade; não vou apagar o cigarro; não vou tomar café. E não importa o que sou, mas o que serei.
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