terça-feira, 6 de outubro de 2009

Novo.

Ainda ando tomando disposição pra enfrentar o mal. Eu mesmo sendo câncer também sou medo e a junção destes sentidos me faz mais forte. O meu lado benigno e maligno anda cada vez mais competitivo e a revolta faz parte do meu riso. Quando no hoje mora na consciência a raiva e eu sou só a predileção pela qual vivo. A guerra em mim é o que sou. O pão faz mais sentido e o queijo tem mais gosto, já notara que o café não é de meu agrado e as entrelinhas são mais amigas das minhas palavras. Pro que eu fui ando sendo herói e pro que serie cabe a ‘providência’. Hoje eu não choro se não rir, não gosto se desgostar e o prazer que mora em mim é tão cru e simples, claro-limpo, não puritano e contraditório que desse mesmo se faz o ato de esperança pro futuro. Hoje eu não sou; eu vou sendo. meu pré-futuro, pré-destino. E minha busca pelo mesmo fez desde abrigo o próprio abrigado. Hoje é meu peito quem bate mais forte sem sentido, o coração vai por assim me fazendo e o verbo que eu me torno ainda não foi escrito.

Antigo.

Trova da troca de lados. Não importa o que sou, mas sim. Eu não vou censurar sentimento; e partir por causas bestas; eu não vou me ser triste, não vou mentir a idade; não vou apagar o cigarro; não vou tomar café. E não importa o que sou, mas o que serei.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Ceticismo é sempre valido no meu hoje. Não tenho medo, tenho incerteza de estar sendo indecoroso, ou quase certeza e agonia – o que não muda grande coisa –. Quem sabe se hoje ainda eu viro bicho, a começar da barriga e ir seguindo pelos afins. Não, eu não sou bonzinho, mas muito me chama atenção ser digno. E se o custo pra isso for o assassinato da minha vontade, me jugo cúmplice e réu. Deixo-me vão pra o bem estar das maiores águas. Eu sofro por não ser mar, eu me perco por não ser coeso e ainda abrigo em memória do tal falecido . no dia que minha auto-suficiência chegar eu paro de tudo e concluo mas um óbito do que estou-me sendo e ainda assim espero que quando o mais previsível chegar eu me chamo: hipócrita. E deixo de ser meu peito batendo, e deixo ser um qualquer sentimento.

domingo, 23 de agosto de 2009

Raiva, riso.

Eu me arrumo, Eu me arrumo. Gentileza é meu sinônimo. E por bem ou pelo resto tomo rumo. Eu ajudo e me aprumo, é comum de mim a bondade. E eu vou... Soletrando: desilusão. Vivendo-a quase num mesmo tom musical.
Ironia diária da vida, ai vai. E sim, os mesmos – e melhores- nomes guardado. E como bom, me sobro e digo: masoquismo é só pra quem sabe onde mora o prazer próprio. – E o mesmo hipócrita rindo – e termino. Lê-se: raiva, riso.

sábado, 15 de agosto de 2009

Ariscar.

,Mais contentamento; às vezes parece que se vive disso. E o querer que se transforma, novamente, em lamento; como o levante que acaba cedo.
Não tenho muito aqui além de palavras. As entrelinhas que digam por mim, as partes sem destaque, o vazio de cada vacilo. Não tenho muito que dizer, nem pressinto; sinto, uma predileção chegando, sinto um sabor de céu chegando, sinto até que me prolongo muito por tão pouco. Agora já és belo, já és...
Mas eu como tolo quase declaro todo o secreto. Posso ser-me sincero? Já é meu inconveniente exposto e preferido risco.

Promessa.

É como se com ele me viesse um desprezo pelo resto. A gente nem aconteceu, nunca olho a olho. Contudo, tenho sim pelo mesmo aquele afeto. É como um jogo sem brinquedo; é como mexer no quase quieto. Mesmo curto aqui deixo minha promessa, meu pedido. A gente vai ser – cruza os dedos - ainda.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Incoerência, num todo.

E volta o desconforto diário. Falta de animo, inquietação, insegurança; e por aí os ‘ins’. Não quero se breve, mas tento não prolongar; às vezes o desabafo me remete a uma condição melhor como pessoa.
Desabafar faz tanta parte de mim, é como o resto das sobras dos sentimentos ruins - que por acaso reprimem-se e transbordam quase que numa mesma hora- fossem embora, quase que todo. Talvez por isso seja esse regurgito mínimo constante.
Aos mares da minha incoerência, novamente, me pego. Eu tenho uma timidez trapaceira, mas tenho um desejo forte de atuar com uma astucia não própria (ou talvez que sim, depois de ser certo conforto).
Os falsos sorrisos, os vazios e as felicidades momentâneas. ‘’Eu não sou uma pessoa triste’’, fico me convencendo disso também por conveniência.
Quero girar o tabuleiro, roubar, trapacear com a vida. Admitir-me uma falsa felicidade que de tão fingida se faz minha e só minha. Alimentando só minha necessidade egoísta de cada dia.
Já me vem entrando a vida depois de tão pouco de desabafo e de tanta insanidade. É rápido, e ta sendo indolor. Agora, escrevendo e relendo cada pedaço, mudando.
E um ponto real: depois do desgosto vem o sabor, a raiva. Mas, não é raiva raiva. É só alegria crua.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Sobre o mar.

Admirava-o e também com aquele céu cinzento e esverdeado. Queimava entre ela a idéia de uma melancolia. E ali nela, contra o mar, os tons quentes de vermelho em seus cabelos refletiam vida. Estava de longe distinta e com tinta.
Quando eu cheguei, ela já dissera que o mar era sozinho. Retruquei dizendo que era onipotente, interdependente. Ela então concordou, paz tivemos. Então ela disse de novo o mar, chamou-o de sujo. Meu olhar morto brilhou dizendo que ele só ia de ser sujo sozinho, em particular, que era puro-limpo de tanta imensidão. Ela disse do mar, novamente, mas agora se via nele. Disse que quando chegasse lá estaria em fim.
O mar é forte, e interdependente. A menina era de fogo e já era o desejo de ser o mar. Vejo-a como um rubro peito a bater forte. E por assim, espero estar certo e perto. Como por agora, sentindo-a.
Há mais a dizer, mas levo como onda por agora, e deixo-o, o mar, e deixo-a.

Para [em parte por]: Tha.

O ganho.

Ele chegou do nada e trazia na mão uma folha solta rasgada ao meio.
Ele chegou pro outro e a exibiu.
O outro admirou, e exalou isso.
Ele agradeceu.
Ele disse que era o outro o papel.
E esse outro que sou eu, agora tem um vulcão.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Diálogo.

Não, eu não falo de amor por não provar plenamente da sua imensidão., E também não digo de estar mesmo em plena paixão. Tenho sim, uma predileção pela pessoa, mas nada que se assemelhe a um querer onipotente na alma. É incrível como me afetam as suas palavras tão dispersas. Mas não me baste estar perto, o que por si só já se faz de grande empecilho. A sua forma de querer e diferente da minha. Eu sou egoísta por pensar assim. Eu não quero me dar tanto às pessoas. Isso é um crime? Busco a facilidade, mesmo fazendo o contrario. Só que de contrato em contrato faço disso (como de costume) uma empresa, e falho. Tenho uma vontade de escracho indescritível. Tenho tantos “porquês” quem nem ouso enumerar. Torno, subconscientemente, isso difícil; repito. Onde mora o segredo de cada peito? Já disse ‘n’ vezes, mas volto a repetir: eu quero legenda. Não sossego, quero! Acho que seria mais digna a verdade dessa forma, mais direta. É o cru, o nu, o “fácil” que assim se faz belo. Dói? Boas formas de confeitar ‘doces’ sentimentos são pra os tolos e fracos de espírito. Eu sou sagitariano. Provo?

sábado, 11 de julho de 2009

Seco.

Sobre amor. Querem ouvir? Reciprocidade só vale se lhes disserem ou sentirem primeiro. Ficar embasbacado por qualquer pedaço ou resto de tempo de outro é sim estupidez. Se for pra ser que seja cru. Amor molhado enoja, amor molhado enjoa, amor molhado cansa. Enfim... Sei só que sinto o riso. De paixão?

Por vez.

Me frustro comigo mesmo. Tenho medo? Quem não tem? E eu ainda que tenho medo de ter medo? Agora pronto. A vida desleixa como em um só gole. Como eu queria cachaça pra me afogar, pelo menos poderia ver o fundo do copo. Não quero ver o fundo do poço. Nem posso! E não sou de reclamar muito, mas me queixo. Eu que não sou de sofrer muito, me afundo. Quero um novo peito, esse velho já gastou. E o grito? Não chega até lá. Ia, ia... Queria musicar de novo a vida. Mas não posso, ou melhor, não consigo. É inconsistente o destino, que eu nem sei se existe. Então? Como eu me jogo? E eu que nunca gostei de jogo, perco. Então como me acabo? Mas, não pergunto por sofrer. Como me acabo de sentir? Eu quero o riso Iaiá. E quem seria ele e ela? Eu não sou de clichês, mas de cafonices. Acho bom mesmo sem muito amar, por isso minto desfaço o riso. É, eu que sei, é ridículo. E por que eu ainda escrevo? Só o que me importa é desabafar.