segunda-feira, 20 de julho de 2009

Sobre o mar.

Admirava-o e também com aquele céu cinzento e esverdeado. Queimava entre ela a idéia de uma melancolia. E ali nela, contra o mar, os tons quentes de vermelho em seus cabelos refletiam vida. Estava de longe distinta e com tinta.
Quando eu cheguei, ela já dissera que o mar era sozinho. Retruquei dizendo que era onipotente, interdependente. Ela então concordou, paz tivemos. Então ela disse de novo o mar, chamou-o de sujo. Meu olhar morto brilhou dizendo que ele só ia de ser sujo sozinho, em particular, que era puro-limpo de tanta imensidão. Ela disse do mar, novamente, mas agora se via nele. Disse que quando chegasse lá estaria em fim.
O mar é forte, e interdependente. A menina era de fogo e já era o desejo de ser o mar. Vejo-a como um rubro peito a bater forte. E por assim, espero estar certo e perto. Como por agora, sentindo-a.
Há mais a dizer, mas levo como onda por agora, e deixo-o, o mar, e deixo-a.

Para [em parte por]: Tha.

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