sexta-feira, 31 de julho de 2009

Incoerência, num todo.

E volta o desconforto diário. Falta de animo, inquietação, insegurança; e por aí os ‘ins’. Não quero se breve, mas tento não prolongar; às vezes o desabafo me remete a uma condição melhor como pessoa.
Desabafar faz tanta parte de mim, é como o resto das sobras dos sentimentos ruins - que por acaso reprimem-se e transbordam quase que numa mesma hora- fossem embora, quase que todo. Talvez por isso seja esse regurgito mínimo constante.
Aos mares da minha incoerência, novamente, me pego. Eu tenho uma timidez trapaceira, mas tenho um desejo forte de atuar com uma astucia não própria (ou talvez que sim, depois de ser certo conforto).
Os falsos sorrisos, os vazios e as felicidades momentâneas. ‘’Eu não sou uma pessoa triste’’, fico me convencendo disso também por conveniência.
Quero girar o tabuleiro, roubar, trapacear com a vida. Admitir-me uma falsa felicidade que de tão fingida se faz minha e só minha. Alimentando só minha necessidade egoísta de cada dia.
Já me vem entrando a vida depois de tão pouco de desabafo e de tanta insanidade. É rápido, e ta sendo indolor. Agora, escrevendo e relendo cada pedaço, mudando.
E um ponto real: depois do desgosto vem o sabor, a raiva. Mas, não é raiva raiva. É só alegria crua.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Sobre o mar.

Admirava-o e também com aquele céu cinzento e esverdeado. Queimava entre ela a idéia de uma melancolia. E ali nela, contra o mar, os tons quentes de vermelho em seus cabelos refletiam vida. Estava de longe distinta e com tinta.
Quando eu cheguei, ela já dissera que o mar era sozinho. Retruquei dizendo que era onipotente, interdependente. Ela então concordou, paz tivemos. Então ela disse de novo o mar, chamou-o de sujo. Meu olhar morto brilhou dizendo que ele só ia de ser sujo sozinho, em particular, que era puro-limpo de tanta imensidão. Ela disse do mar, novamente, mas agora se via nele. Disse que quando chegasse lá estaria em fim.
O mar é forte, e interdependente. A menina era de fogo e já era o desejo de ser o mar. Vejo-a como um rubro peito a bater forte. E por assim, espero estar certo e perto. Como por agora, sentindo-a.
Há mais a dizer, mas levo como onda por agora, e deixo-o, o mar, e deixo-a.

Para [em parte por]: Tha.

O ganho.

Ele chegou do nada e trazia na mão uma folha solta rasgada ao meio.
Ele chegou pro outro e a exibiu.
O outro admirou, e exalou isso.
Ele agradeceu.
Ele disse que era o outro o papel.
E esse outro que sou eu, agora tem um vulcão.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Diálogo.

Não, eu não falo de amor por não provar plenamente da sua imensidão., E também não digo de estar mesmo em plena paixão. Tenho sim, uma predileção pela pessoa, mas nada que se assemelhe a um querer onipotente na alma. É incrível como me afetam as suas palavras tão dispersas. Mas não me baste estar perto, o que por si só já se faz de grande empecilho. A sua forma de querer e diferente da minha. Eu sou egoísta por pensar assim. Eu não quero me dar tanto às pessoas. Isso é um crime? Busco a facilidade, mesmo fazendo o contrario. Só que de contrato em contrato faço disso (como de costume) uma empresa, e falho. Tenho uma vontade de escracho indescritível. Tenho tantos “porquês” quem nem ouso enumerar. Torno, subconscientemente, isso difícil; repito. Onde mora o segredo de cada peito? Já disse ‘n’ vezes, mas volto a repetir: eu quero legenda. Não sossego, quero! Acho que seria mais digna a verdade dessa forma, mais direta. É o cru, o nu, o “fácil” que assim se faz belo. Dói? Boas formas de confeitar ‘doces’ sentimentos são pra os tolos e fracos de espírito. Eu sou sagitariano. Provo?

sábado, 11 de julho de 2009

Seco.

Sobre amor. Querem ouvir? Reciprocidade só vale se lhes disserem ou sentirem primeiro. Ficar embasbacado por qualquer pedaço ou resto de tempo de outro é sim estupidez. Se for pra ser que seja cru. Amor molhado enoja, amor molhado enjoa, amor molhado cansa. Enfim... Sei só que sinto o riso. De paixão?

Por vez.

Me frustro comigo mesmo. Tenho medo? Quem não tem? E eu ainda que tenho medo de ter medo? Agora pronto. A vida desleixa como em um só gole. Como eu queria cachaça pra me afogar, pelo menos poderia ver o fundo do copo. Não quero ver o fundo do poço. Nem posso! E não sou de reclamar muito, mas me queixo. Eu que não sou de sofrer muito, me afundo. Quero um novo peito, esse velho já gastou. E o grito? Não chega até lá. Ia, ia... Queria musicar de novo a vida. Mas não posso, ou melhor, não consigo. É inconsistente o destino, que eu nem sei se existe. Então? Como eu me jogo? E eu que nunca gostei de jogo, perco. Então como me acabo? Mas, não pergunto por sofrer. Como me acabo de sentir? Eu quero o riso Iaiá. E quem seria ele e ela? Eu não sou de clichês, mas de cafonices. Acho bom mesmo sem muito amar, por isso minto desfaço o riso. É, eu que sei, é ridículo. E por que eu ainda escrevo? Só o que me importa é desabafar.