terça-feira, 30 de novembro de 2010
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
É tão culpa do amor quanto minha. É a felicidade daqui, que veio da noite das folias, da boa companheira Daai e dos poucos pileques e semi-trepadas nas ruas, (gargalhadas fortes) prontamente desinibidas. Santo não somos, mas a maior parcela do crime, temos que combinar, veio da poética apaixonante e inebriante da cidade-ladeira. Todo aquele clima amarelo cintilante te abraçando rusticamente só pode ser tido como autor. Ou devo fazer réu a minha coragem adolescente e vontade inquietante de virar o mundo pro outro lado? Ontem eu gargalhei tão auto pro destino que ele resolveu contaminar as massas aos arredores, só pode. Ou como poderíamos explicar essa ondas pesadas de amor junto com essas continuas risadas abençoadas por uma sorte quase astrológica? A quem devemos culpar meus bens? O grande Destino sabe como é de agradecer cada surpresa-sorriso sua. Enfim sabemos que eu fui o inferno dos caretas, o filho pródigo dos lunáticos, eu fui o sem vergonha por trás do carro, eu fui e ando sendo feliz. Muito obrigado.
sábado, 27 de novembro de 2010
Anseio um amor daqueles de vergonha cara a cara; um daqueles de sorrisos bem postos, adolescentes; sincero-calmo, emborrachado de amores nas almofadas; um amor que queira comigo engolir o mundo tudo, entrar no Mundo Jr. golpeado e costurar flores de todos os lados do meu campo-peito; um amor trancafiado nele mesmo e franqueado pra o mundo individualista de cada quinhoeiro; um amor importado de Wonderland; um amor abrasado, recém saído do forno. É pedir muito pra um domingo?
Curso outro Mundo jr. no mesmo velho Mundinho. Esse finalzinho de sábado, começo de domingo ta tudo tão tépido, essa lombra meia-boca que invalida qualquer tentativa de meio de sobrevivência nesse exterior severo mundo em que eu deveria estar. Aí vão meus dramas, que estão a mil hoje, como já se deve ter notado. E é isso, a vida se resume a isso! Poucas flores, poucos amores; uma abstinência sádica da minha, mais minha, mania de sorrir sozinho enquanto quedo no tempo, mergulhado em Onipotência e/ou num fumo qualquer. Cadê os doces, Dona Maria?
sábado, 20 de novembro de 2010
Um dia ruim me arruína de uma capacidade quase indescritível. Cadê a noite dos risos? Não cobiço explanar tristezas, mas minhas boemias se escondem de mim, meu riso fenece a cada instante e eu volto para a penumbra dos meus pensamentos vácuos anti-carnavalescos. O Mundo jr. esta acabando ou essas estações terão uma reviravolta na próxima? Hoje eu sou um telecat achatado no ringue, um bicho acossado, mas exclusivamente não me pátrio nessa tal de calma.
Calma é um dos meus maiores medos recentemente, e eu ando mais inquieto do que nunca. A promessa de uma noite que ainda não chegou me cunha uma sensação de abandono e aquilo que deveria ser das mais maravilhas me deixa órfão para o desconhecido. É um além-mundo total e só me deixa aqui estacado, amedrontado. Aí eu me lembro de um sonho que tive um dia desses, uma grande torre e só uma escadaria que me apontava. Então eu subia sem nem notar o que me destinava e a escada afunilava, os degraus ficavam cada vez mais alongados, o ar tava a pouco menos de acabar, também essa mesma sensação de temor. No fim, só estava ali eu e o meu espelho desconhecido. Ando me distanciando do meu Carnaval, de mim ou isso é só cena pela bofetada que á vida me deu hoje. É complicado e a noite das quimeras não chegou, até.
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
“... Tem até quem diga que esse meu lado amor é todo puta, é só coisa que me serve pra usar de desculpa pra falar absurdo e pegar qualquer um. Pois é, tem gente que não afronta a vida de cara e não sou eu quem vai convencer careta a provar de nada. Se ausente se quiser do amor, mas meu bem, não jogue o peso da pena de se mesmo em mim...” [e acabou a conversa daqui]
Só pode ser disso que eu vivo; esse meu apelo ao amor nosso de cada dia. Qualquer coisa flerte em mim é antidepressivo natural, um tapa na pantera negra que é a tristeza, o telecat vencedor do Wonderland, o mais deleitoso dessa vida. O mundo deveria começar a amar tudo, dos livros e amores às tapas do acaso ríspido, aí ninguém – como eu – teria as crises de desespero egoísta. Aí todo planeta deixava de ser babaca e a gente se acertava num sonho de Carnaval. Quem estiver comigo, brinde a um Brasil e mundo Carnavalizado multiamoroso. Já está aberto o braço para novos filhos da cultura da prosperidade amor. E um brinde a mim, que continuamente falo de mim na expectativa de um sorriso de quem lê. Um brinde a todo mundo que nunca poderá dizer “eu acho que já to pirando”, por que já nasceu pirado e historiam diários – assim como eu – pra desentulhar um pouco a imaginação.
Ando fazendo isso comigo novamente, querendo crescer e me podando. Afundando nas minhas almofadas e nos meus desejos mais desesperados e individualistas, querendo todo mundo e querendo estar só. Eu quero me encontrar... Eu preciso me encontrar! Aí eu me visto de Alice-coelho e visto o mundo de maravilhas que volta e meia acabam, então eu tenho como conseqüência minhas almofadas arrumadas ás quintas. Não to bem, eu to parado. Não vou pedir pra Deus nem nada, sabe? O trabalho aqui é meu, vou tomar minhas decorrências e meus bagulhos e se for pra sair daqui – fugir daqui – eu vou só.
terça-feira, 16 de novembro de 2010
To me lançando aos mares do amor, mesmo sabendo dele estando distante. To indo de entrega as coincidências que nós criamos. Vocês conseguem ver esses sentimentos? Isso meus amigos, é tão palpável aos olhos dos sonhadores e tão comum aos maníacos, podendo ser comparado à faca preparada pra a menina no chuveiro em Psicose de Hitchcock. Então adivinhem que é a vitima? O agora.
Deus, cadê as risadas que você me prometeu? Ninguém nasce sem promessas e antes de me vestir a morte, eu tenho confiança de um acordo pra a felicidade. Bem, se por ventura espera o amanhã, então assenta o sol no bolso, taca sorte em mim e faz da noite um piscar de olhos pra eu poder me manter nesse ritmo. Eu sei da minha dedicação fraca, mas por companheirismo vota um aviso nesse peito eufórico por riso e promove o livre-arbítrio de um amar maior.
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
querido diário
A minha vida é uma espécie de Wonderland sem doce. O colorido fica lá imóvel, semi-estético, estático como quem toma um grande susto; esperando o fim de semana chegar, e aí chegam às curvas e as cores espirram elásticas, palpáveis.
No fim, tudo se acelera pra criar uma atmosfera singular, imprevista até por Deus. Cada pequeno brilho permanece e lá está a felicidade – cá o meu sorriso.
No fim, tudo se acelera pra criar uma atmosfera singular, imprevista até por Deus. Cada pequeno brilho permanece e lá está a felicidade – cá o meu sorriso.
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