quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Ando rodeado de idas e vindas, to sentindo isso desde que ela chegou e agora quando ela partiu. Sinto que me distanciei de mim pra tentar viver o passado de nós dois. Aquela época gostosa de ingenuidade e intimidade que vai estar sempre aqui. Mas, agora eu acordei pra o presente, nesse primeiro adeus eu decidi voltar e tomar as rédeas.
Certo que não sei bem como ou quando vou tomar a primeira ação, até acho que o processo vai ser lento. Magoei muita gente nesse pouco tempo, me magoei nesse pouco tempo, Fuji de mim com covardia e só começo a me dar conta do meu tamanhozinho pra o problema gigantesco que eu causei hoje.
A pior parte dessa história toda foi ter ficado de cabeça baixa e não ter pedido desculpas, não tive nem coragem de pedir desculpas e agora eu nem sei como começar. Enfim! Não é hora de chorar pelo leite derramado. Agora eu tenho que seguir com a carvalização, é tempo de contar com a sorte e talvez nessa época de perdão as coisas se acertem por si só.
Por já, prometo uma coisa pra o grande Destino: vou apontar pra fé, destilar essa nova vontade, e amar cada cantinho do tempo do meu dia.

sábado, 18 de dezembro de 2010

To com uma sensação de imbatível, de campeão. Acho que é o Mundo Jr. próximo de fazer aniversário e/ou a certeza de que a sorte vem morar de vez aqui amanhã. Por agora, boa noite.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

É muito estranha a sensação de beirar a insanidade que um sonho pode lhe trazer. Eu não sei se foi sonho puro, nirvana, se foi o que os espíritas dizem de sair do próprio corpo... Mas a verdade é que eu fui contemplado com a sensação de vôo, meio dormindo, meio acordado. Eu voei sentindo todos os ossos do meu corpo contra o vento, contra o ar. Desafiei o medo de cair e estive em pleno transporte, de olhos e consciência aberta. Abolindo a gravidade. E assim acabei de descobrir como eu quero passar o resto da viva.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

De ontem pra hoje eu tive grandes feitos. Eu perdi o medo, saí sozinho. Levantei a bandeira branca pra guerra em mim. Eu trocei Carnaval. E nisso tudo eu descobri um novo porto em mim, uma vontade grande ser cada vez mais quem eu estou me tornando. E por fim eu to num estado de paz alegórico. Parafraseando Alice: “Eu não sei pra onde minha vida vai, mas eu sei que ela é nova. E ela é outra.”

domingo, 12 de dezembro de 2010

Ultimamente eu tenho sentido como se o que tem dentro de mim quisesse sair das margens desse corpo. Ta sendo muito fácil oscilar entre ser gigante e ser milimétrico. O tempo então nem tendo falar. Quero tê-lo pra mim e não posso e apulso eu o tomo e fico inerte, sem tomar nota da vida que eu sinto que ta correndo de mim.
Agora pouco me veio um pensamento de um texto antigo, um questionamento pra mim mesmo: o que eu ando sendo? E com a demanda eu venho atribulado de decisões e respostas que só eu mesmo posso tomar. To voltando a viver de medo? Mas ninguém vive de medo se encara tudo, vive? E o mais engraçado é que eu não to triste.
Vontade de gritar. Vontade de amar. Vontade de correr, andar, sair de mim, voar. O porém é que talvez eu machuque alguém no meio da pista.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Vontade louca de estapear a pantera aqui dentro, cair de cara numa balada de música lisérgica e contemplar o amanhecer recifense com aquele sorriso velho de mesa de bilhar. Vontade de andar entre o nu poético daqui, a cidade sozinha e suas ruas despidas, ninando grunge pra todos aqueles que caçam o amor. Vontade de não sossegar e suscitar em mim, só em mim, como de costume.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Essa é minha fase infância, como quando você quer descobrir o mundo pela boca. E poderia até parecer barato falando assim, mas eu falo de amor. Ainda nesse corre-corre.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Um ponto rápido: não confundam o meu amor com o que vocês estão acostumados a ouvir, plásticos e bem decorados, todos os dias. EU AMO!
É tão culpa do amor quanto minha. É a felicidade daqui, que veio da noite das folias, da boa companheira Daai e dos poucos pileques e semi-trepadas nas ruas, (gargalhadas fortes) prontamente desinibidas. Santo não somos, mas a maior parcela do crime, temos que combinar, veio da poética apaixonante e inebriante da cidade-ladeira. Todo aquele clima amarelo cintilante te abraçando rusticamente só pode ser tido como autor. Ou devo fazer réu a minha coragem adolescente e vontade inquietante de virar o mundo pro outro lado? Ontem eu gargalhei tão auto pro destino que ele resolveu contaminar as massas aos arredores, só pode. Ou como poderíamos explicar essa ondas pesadas de amor junto com essas continuas risadas abençoadas por uma sorte quase astrológica? A quem devemos culpar meus bens? O grande Destino sabe como é de agradecer cada surpresa-sorriso sua. Enfim sabemos que eu fui o inferno dos caretas, o filho pródigo dos lunáticos, eu fui o sem vergonha por trás do carro, eu fui e ando sendo feliz. Muito obrigado.

sábado, 27 de novembro de 2010

Anseio um amor daqueles de vergonha cara a cara; um daqueles de sorrisos bem postos, adolescentes; sincero-calmo, emborrachado de amores nas almofadas; um amor que queira comigo engolir o mundo tudo, entrar no Mundo Jr. golpeado e costurar flores de todos os lados do meu campo-peito; um amor trancafiado nele mesmo e franqueado pra o mundo individualista de cada quinhoeiro; um amor importado de Wonderland; um amor abrasado, recém saído do forno. É pedir muito pra um domingo?
Curso outro Mundo jr. no mesmo velho Mundinho. Esse finalzinho de sábado, começo de domingo ta tudo tão tépido, essa lombra meia-boca que invalida qualquer tentativa de meio de sobrevivência nesse exterior severo mundo em que eu deveria estar. Aí vão meus dramas, que estão a mil hoje, como já se deve ter notado. E é isso, a vida se resume a isso! Poucas flores, poucos amores; uma abstinência sádica da minha, mais minha, mania de sorrir sozinho enquanto quedo no tempo, mergulhado em Onipotência e/ou num fumo qualquer. Cadê os doces, Dona Maria?

sábado, 20 de novembro de 2010

Um dia ruim me arruína de uma capacidade quase indescritível. Cadê a noite dos risos? Não cobiço explanar tristezas, mas minhas boemias se escondem de mim, meu riso fenece a cada instante e eu volto para a penumbra dos meus pensamentos vácuos anti-carnavalescos. O Mundo jr. esta acabando ou essas estações terão uma reviravolta na próxima? Hoje eu sou um telecat achatado no ringue, um bicho acossado, mas exclusivamente não me pátrio nessa tal de calma.
Calma é um dos meus maiores medos recentemente, e eu ando mais inquieto do que nunca. A promessa de uma noite que ainda não chegou me cunha uma sensação de abandono e aquilo que deveria ser das mais maravilhas me deixa órfão para o desconhecido. É um além-mundo total e só me deixa aqui estacado, amedrontado. Aí eu me lembro de um sonho que tive um dia desses, uma grande torre e só uma escadaria que me apontava. Então eu subia sem nem notar o que me destinava e a escada afunilava, os degraus ficavam cada vez mais alongados, o ar tava a pouco menos de acabar, também essa mesma sensação de temor. No fim, só estava ali eu e o meu espelho desconhecido. Ando me distanciando do meu Carnaval, de mim ou isso é só cena pela bofetada que á vida me deu hoje. É complicado e a noite das quimeras não chegou, até.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

“... Tem até quem diga que esse meu lado amor é todo puta, é só coisa que me serve pra usar de desculpa pra falar absurdo e pegar qualquer um. Pois é, tem gente que não afronta a vida de cara e não sou eu quem vai convencer careta a provar de nada. Se ausente se quiser do amor, mas meu bem, não jogue o peso da pena de se mesmo em mim...” [e acabou a conversa daqui]
Só pode ser disso que eu vivo; esse meu apelo ao amor nosso de cada dia. Qualquer coisa flerte em mim é antidepressivo natural, um tapa na pantera negra que é a tristeza, o telecat vencedor do Wonderland, o mais deleitoso dessa vida. O mundo deveria começar a amar tudo, dos livros e amores às tapas do acaso ríspido, aí ninguém – como eu – teria as crises de desespero egoísta. Aí todo planeta deixava de ser babaca e a gente se acertava num sonho de Carnaval. Quem estiver comigo, brinde a um Brasil e mundo Carnavalizado multiamoroso. Já está aberto o braço para novos filhos da cultura da prosperidade amor. E um brinde a mim, que continuamente falo de mim na expectativa de um sorriso de quem lê. Um brinde a todo mundo que nunca poderá dizer “eu acho que já to pirando”, por que já nasceu pirado e historiam diários – assim como eu – pra desentulhar um pouco a imaginação.
Ando fazendo isso comigo novamente, querendo crescer e me podando. Afundando nas minhas almofadas e nos meus desejos mais desesperados e individualistas, querendo todo mundo e querendo estar só. Eu quero me encontrar... Eu preciso me encontrar! Aí eu me visto de Alice-coelho e visto o mundo de maravilhas que volta e meia acabam, então eu tenho como conseqüência minhas almofadas arrumadas ás quintas. Não to bem, eu to parado. Não vou pedir pra Deus nem nada, sabe? O trabalho aqui é meu, vou tomar minhas decorrências e meus bagulhos e se for pra sair daqui – fugir daqui – eu vou só.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

To me lançando aos mares do amor, mesmo sabendo dele estando distante. To indo de entrega as coincidências que nós criamos. Vocês conseguem ver esses sentimentos? Isso meus amigos, é tão palpável aos olhos dos sonhadores e tão comum aos maníacos, podendo ser comparado à faca preparada pra a menina no chuveiro em Psicose de Hitchcock. Então adivinhem que é a vitima? O agora.
Deus, cadê as risadas que você me prometeu? Ninguém nasce sem promessas e antes de me vestir a morte, eu tenho confiança de um acordo pra a felicidade. Bem, se por ventura espera o amanhã, então assenta o sol no bolso, taca sorte em mim e faz da noite um piscar de olhos pra eu poder me manter nesse ritmo. Eu sei da minha dedicação fraca, mas por companheirismo vota um aviso nesse peito eufórico por riso e promove o livre-arbítrio de um amar maior.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Andava cansado, e não foi nenhuma doença ou desastre familiar ou briga que me derrubaram dessa vez, parece que a vida trazia nas águas uma maré de tédio, me fazendo remar de contra partida como pra provar a minha vontade de uma nova desventura. [e assim, por ser.]

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

querido diário

A minha vida é uma espécie de Wonderland sem doce. O colorido fica lá imóvel, semi-estético, estático como quem toma um grande susto; esperando o fim de semana chegar, e aí chegam às curvas e as cores espirram elásticas, palpáveis.
No fim, tudo se acelera pra criar uma atmosfera singular, imprevista até por Deus. Cada pequeno brilho permanece e lá está a felicidade – cá o meu sorriso.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Trago comigo, já a 13 anos, uma parte especial desse mundo. Esse é meu debito comigo mesmo pra amar, não que não seja querido esse amor, mas dele eu tenho a dose diária de dádiva divina. Dele se extrai a melhor parte de mim, o meu bocado doce, a minha vitalidade inocente e a melhor parte de toda minha juventude. Nele se mora o pra sempre, só pra mostrar como a parte sangue também é importante pra um coração pulsar. Disso que há em mim tem uma parte céu, tem minha grande sorte. Disso que a em mim também se tira um nome, mas não pense que esse nome é “amor”. Esse nome do meu amor é mais bonito que qualquer amor já visto, mas em quisto que qualquer amor querido, mas forte que qualquer paixão, mais sangue que qualquer família, mais irmão que qualquer irmão; meu amor vai além do amor e se chama Luísa. ♥

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Só por peripécia, sempre foi assim.
Vai o peito viu, preenche o agora em vão.
Esse meio mundo, esse meio de chão.
Qualquer coisa ausente é você pra lá.

Só por não saber, tenta aventurar.
Vai mais um sopro, dado vai rolar.
Esse meu Júpiter, esse seu Venus.
Qualquer coisa armada é você em mim.

Só por não saber, por não computar.
Vai de contra o tempo, saí por apelar.
Esse meu daqui, esse seu de lá.
Qualquer coisa paixão é você platônico.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Não ando por amor, nem por nenhum “Deus me livre”.
É passo atrás de passo, A vida toda por mim.
Só fique a liberdade de rir, nesse jogo de cárcere.
É jogo atrás de jogo, A sorte toda por mim.
Oremos.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Gritava:
“Vai viver de angustia, meu bem. Vai! Que o filho da puta fez bem, te deixou apaixonado.”

terça-feira, 22 de junho de 2010

Então ele olhava pra si, com aquele velho olhar de medo, com sorriso bem-ensaiado pra ser feliz, pensando por si: “não se preocupe, já foi feito centenas de vezes, quando esse amor for de fazer bem, você junta de novo num saco preto, faz outro reciclar.”

quinta-feira, 17 de junho de 2010

“A gente não acertou.
A gente não vai acertar.
A gente não acertou.
A gente não vai acertar.
A gente não acertou.
A gente não vai acertar.
A gente não acertou.
A gente não vai acertar.”

É refrão da desilusão dando seu recado.